Um noviço estava na cozinha, lavando alfaces para o almoço, quando um velho monge conhecido por sua rigidez-dele se aproximou:
- Você pode me dizer o que o seu superior do convento disse hoje no sermão?
Não consigo me lembrar. Só sei que gostei muito.
O monge ficou estupefacto.
- Justamente você, que tanto deseja servir a Deus, é incapaz de prestar atenção nas palavras e nos conselhos daqueles que conhecem melhor o caminho? Por isso as gerações estão cada vez mais corrompidas, já não respeitam o que os mais velhos têm a ensinar.
- Olhe bem o que eu estou fazendo - respondeu o noviço. - Estou lavando as folhas de alface, mas a água que as deixa limpas não fica presa nelas; termina sendo eliminada pelo cano da pia. Da mesma maneira, as palavras que purificam são capazes de lavar a minha alma, mas nem sempre permanecem na memória. Não vou ficar me lembrando de tudo o que me dizem só para provar que sou culto e superior aos demais. Tudo aquilo me deixa mais leve, como a música e a Palavra de Deus, termina sendo guardado em um recanto do meu coração. E ali permanece para sempre, vindo à superfície somente quando preciso de ajuda, de alegria ou de consolo.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Os "nós" da corda
Um homem vivia sereno, cantarolando, sempre de bom humor, parecendo não se incomodar com nada. Muitos tinham curiosidade em saber o segredo de seu bem viver.
Um dia, um religioso foi até sua casa e os dois conversaram longamente.
- Você está sempre alegre. Será que nunca se preocupa com seu destino? Será que nunca pensa nos pecados dos quais Deus vai pedir- lhe conta? Afinal, nesta vida somos todos pecadores?
O homem respondeu:
O senhor tem toda razão em dizer que a gente deve dar conta do mal que faz. Eu, por mim, penso e ajo assim: imagino que estou amarrado a Deus por uma corda.
- Como assim? - perguntou, por sua vez, o religioso.
- Quando a gente "peca", rebenta esta corda . Mas quando a gente se arrepende e pede perdão, Deus pega as duas pontas da corda e faz um "nó" para reatá-la. Desse jeito a corda fica mais curta e a gente fica mais perto de Deus. Os anos passam. E o homem, apesar do esforço, continua falhando. Mas Deus vai fazendo mais "nós" na corda, e acabamos chegando cada vez mais perto de Dele!
O religioso ficou muito admirado com a sabedoria do homem e entendeu a situação daqueles que, embora pecadores, conhecem e amam a Deus.
Um dia, um religioso foi até sua casa e os dois conversaram longamente.
- Você está sempre alegre. Será que nunca se preocupa com seu destino? Será que nunca pensa nos pecados dos quais Deus vai pedir- lhe conta? Afinal, nesta vida somos todos pecadores?
O homem respondeu:
O senhor tem toda razão em dizer que a gente deve dar conta do mal que faz. Eu, por mim, penso e ajo assim: imagino que estou amarrado a Deus por uma corda.
- Como assim? - perguntou, por sua vez, o religioso.
- Quando a gente "peca", rebenta esta corda . Mas quando a gente se arrepende e pede perdão, Deus pega as duas pontas da corda e faz um "nó" para reatá-la. Desse jeito a corda fica mais curta e a gente fica mais perto de Deus. Os anos passam. E o homem, apesar do esforço, continua falhando. Mas Deus vai fazendo mais "nós" na corda, e acabamos chegando cada vez mais perto de Dele!
O religioso ficou muito admirado com a sabedoria do homem e entendeu a situação daqueles que, embora pecadores, conhecem e amam a Deus.
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